domingo, 21 de março de 2021

Brasil em negociações com os Estados Unidos para excesso de vacinas COVID-19, disse o Ministério das Relações Exteriores

 Fonte:https://www.reuters.com/

22/03/2021

Pela equipe da Reuters

BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro está em negociações desde 13 de março sobre a potencial importação de vacinas COVID-19 em excesso dos Estados Unidos, disse o Itamaraty no Twitter no sábado.

O Itamaraty e a Embaixada do Brasil em Washington, em cooperação com o Ministério da Saúde, estão negociando com o governo dos Estados Unidos, segundo tuíte do ministério.

A Casa Branca anunciou na sexta-feira planos de “emprestar” 4 milhões de fotos AstraZeneca que já foram produzidas nos Estados Unidos para o Canadá e o México. A Casa Branca não tem planos de emprestar doses a outros países, segundo um funcionário do governo.

O governo federal tem demorado a implantar a vacinação no país, com alguns governos locais precisando suspender a imunização em vários pontos devido à falta de suprimentos.

 

Na sexta-feira, a Reuters informou que o governo do Brasil não pediu aos Estados Unidos excesso de vacinas, apesar dos planos de compartilhar as doses com o México e o Canadá, citando duas pessoas familiarizadas com o assunto.

O Brasil enfrenta o segundo surto de coronavírus mais letal do mundo, depois dos Estados Unidos, que piorou com uma nova onda nas últimas semanas, levando o sistema hospitalar à beira do colapso. Na sexta-feira, o Ministério da Saúde informou um registro diário de 90.570 novos casos nas últimas 24 horas, além do segundo dia mais letal desde o início da pandemia.

 

Reportagem de Jake Spring e Andrea Shalal; Edição de Grant McCool e Daniel Wallis

 

Nossos padrões: Princípios de confiança da Thomson Reuters.

O governo do Brasil não pediu vacinas aos EUA, apesar do acordo com o México e o Canadá

Fonte: https://www.reuters.com/

Por Gabriel Stargardter

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governo brasileiro ainda não pediu aos Estados Unidos vacinas extras de COVID-19, segundo duas pessoas com conhecimento do assunto, apesar de Washington ter concordado esta semana em enviar 4 milhões de doses de AstraZeneca ao México e Canadá .

O número de mortes por coronavírus no Brasil, quase 300.000, perde apenas para os Estados Unidos, e seu sistema de saúde está sofrendo com um aumento recorde de casos. O presidente Jair Bolsonaro, que questionou a “corrida” por vacinas, está sob pressão crescente para controlar um surto que ele apelidou de “pequena gripe”.

Ele foi criticado por um programa de imunização lento e irregular, que levou à falta de suprimentos de vacinas no maior país da América Latina. No início deste mês, seu governo pediu à embaixada chinesa que ajudasse a garantir 30 milhões de doses da China para garantir que seu programa de vacinas não parasse.

Apesar de os Estados Unidos concordarem esta semana em emprestar vacinas ao México e ao Canadá, o governo Bolsonaro ainda não pediu a Washington o fornecimento de vacinas, disseram as duas fontes, que pediram anonimato devido a sensibilidades políticas.

Nem o gabinete do presidente brasileiro nem o Itamaraty responderam imediatamente aos pedidos de comentários. O Departamento de Estado dos EUA também não respondeu imediatamente às perguntas.

O presidente dos EUA, Joe Biden, está sob pressão de países ao redor do mundo para compartilhar vacinas, especialmente seu estoque de vacinas AstraZeneca, que são autorizadas para uso em outros lugares, mas não nos Estados Unidos.

O presidente do Senado brasileiro, Rodrigo Pacheco, disse que escreveu à vice-presidente Kamala Harris pedindo ao governo dos Estados Unidos que permita ao Brasil comprar vacinas excedentes. Isso, disse ele no Twitter, ajudaria a impulsionar a vacinação dos brasileiros.

A vacina AstraZeneca, que é a peça central do plano de vacinas do governo federal brasileiro, tem total aprovação regulatória no Brasil, o que significa que provavelmente pode ser usada imediatamente.

Esta semana, o nêmesis político de Bolsonaro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, usou uma entrevista de destaque na CNN para pedir ao governo dos Estados Unidos que compartilhe seu estoque de vacinas com o Brasil.

Os comentários de Lula - ocorridos logo depois que suas condenações por corrupção foram anuladas, permitindo-lhe concorrer na eleição presidencial do próximo ano - representam um desafio para Bolsonaro, já que qualquer pedido subsequente poderia permitir que seu rival ganhasse pontos políticos.

O relacionamento de Bolsonaro com Biden também teve um começo difícil depois que ele esperou quase um mês e meio para reconhecer os resultados das eleições nos Estados Unidos no ano passado. Bolsonaro teve relações muito mais calorosas com Donald Trump, o antecessor de Biden e um modelo político para o presidente brasileiro.

Quase oito em cada dez brasileiros acham que a pandemia está fora de controle em seu país e mais da metade tem “muito medo” de se infectar com o coronavírus, disse uma nova pesquisa do Datafolha.

Reportagem de Gabriel Stargardter; Reportagem adicional de Daphne Psaledakis em Washington; Edição de Brad Haynes, Marguerita Choy e Daniel Wallis

 

Nossos padrões: Princípios de confiança da Thomson Reuters.

Fonte: https://www.reuters.com/

 

Região Metropolitana/RJ avalia feriadão

 

O Estado do Rio de Janeiro estuda um "superferiadão" de 10 dias a partir da próxima sexta-feira (26) e até a Páscoa. Este foi o consenso, segundo empresários, da reunião com o governador Cláudio Castro com representantes dos setores produtivos que terminou na noite de sábado (20). 

As medidas devem ser ratificadas em um novo encontro com os prefeitos da Região Metropolitana neste domingo (21). 

A possibilidade do feriadão também foi anunciada em uma nota divulgada pelo governo do RJ divulgada na noite de sábado (20). O grande feriado aconteceria entre os dias 26 de março e 4 de abril.

 

"Toda decisão deve ser discutida e tomada diante das realidades dos mais diversos setores. Precisamos ouvir todas as necessidades e aflições do setor produtivo. A preocupação aqui é principalmente com a vida das pessoas, mas temos que preservar o emprego, dialogar e garantir o equilíbrio da sociedade. É fundamental analisar os dados diariamente para tomarmos as decisões corretas para cada momento da pandemia. E é isso que estou fazendo. Tudo com base em dados técnicos", afirmou o governador na nota.

 Um dos presentes ao encontro, Fábio Queiróz, presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), afirmou que a proposta foi bem recebida pelos participantes, que são representantes da Fecomércio, Firjan, bares hotéis e também deputados. Segundo Queiróz, um "lockdown" estaria descartado.

“Três feriados extras, antecipação de feriados de São Jorge, de Tiradentes e, aí sim, a cidade reduz a circulação neste período”, afirmou Fábio Queiróz. 

Outra reunião

Ainda assim, segundo ele, a reunião que acontecerá entre Castro e os prefeitos da Região Metropolitana neste domingo (21) deve acertar os detalhes.

 

Um decreto será publicado no Diário Oficial na segunda (22) com as regras que cada setor produtivo deve cumprir.

 São Paulo já adotou a estratégia da antecipação e programou um superferiado de 10 dias no fim de março. 

Medidas mais rígidas no Rio

Um decreto publicado pela Prefeitura do Rio na sexta-feira (19) determinou mais rigor nas medidas de distanciamento social. De acordo com o prefeito Eduardo Paes, um novo decreto, com regras ainda mais rígidas, deve ser divulgado na próxima semana. Ele não detalhou quais medidas tomará.

 

Paes pediu ainda que se retomem "as redes de solidariedade" observadas no início da pandemia. O prefeito afirmou que tentaria um consenso com o governador e os prefeitos dos outros municípios da Região Metropolitana para que as medidas sejam mais efetivas, mas que elas seriam tomadas independentes da decisão.

 "É o momento de ficar em casa", destacou. 

Segundo o prefeito, "o avançar da epidemia está nos deixando em uma situação mais difícil". O atendimento na urgência e na emergência de pessoas com sintomas de Covid cresceu 25% no começo de fevereiro em relação a meados de janeiro.

 “Ou nós temos consciência daquilo que nós estamos vivendo e respeitamos as vidas, ou nós vamos viver uma situação inadministrável nos próximos dias. Eu faço este apelo à população carioca. É uma medida dura, difícil. Sabemos das dificuldades econômicas”, disse. 

Paes determinou o fechamento das praias neste fim de semana. Essas regras se somam às do decreto publicado dia 11 e valem da 0h de sábado (20) até as 5h de segunda-feira (22).

Por G1 Rio, 21/03/2021

Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro


Covid-19: Brasil registra 2.438 mortes em 24 horas

 O Brasil registrou 2.438 novas mortes pelo novo coronavírus e 79.069 casos da doença neste sábado (20). Com isso, o total de mortos chegou a 292.752 e o de casos a 11.950.459, de acordo com o painel atualizado pelo Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde), um sistema próprio de informações que reúne dados de contaminados e de óbitos em contagem paralela à do governo.


Coveiros trabalham em área do Cemitério Vila Formosa, em São Paulo, que recebe vítimas de Covid-19 (AP Photo/Andre Penner) 

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

 

Assine agora a newsletter Yahoo em 3 Minutos

 

O número caiu desde a última atualização do conselho, que bateu record de mortes em 24 horas (2.815). Na sexta (19), o país tinha 290.314 mortes e 11.871.390 casos confirmados de Covid-19, de acordo com o conselho.

 

Prezando pela confiabilidade nas informações, o Yahoo Brasil passou a adotar como padrão, desde 8 de junho, os dados estatísticos divulgados pelas secretarias estaduais de Saúde através do Conass, e não mais os números apresentados pelo Ministério da Saúde.

Os dados do Conass também viraram referência para o Congresso Nacional, que abandonou a contagem do Ministério da Saúde. A decisão foi anunciada pelo então presidente do Senado, Davi Alcolumbre, no início de junho de 2020.


© 2021 Verizon Media. Todos os direitos reservados.


Primeiras vacinas da Fiocruz serão entregues a partir de quarta-feira.

 

Os primeiros lotes da vacina contra covid-19 Oxford/AstraZeneca envasados pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) começam a ser entregues ao PNI (Programa Nacional de Imunizações) a partir de quarta-feira (15).


Segundo comunicado da própria Fiocruz, serão 1,08 milhão de doses — 500 mil na quarta-feira e outras 580 mil na sexta-feira.

 

A expectativa é que sejam disponibilizados o total de 3,8 milhões de doses dessa vacina ao SUS ainda neste mês.

 

Os insumos necessários para o envase da vacina em Bio-Manguinhos chegaram ao Brasil no dia 6 de fevereiro. A fábrica teve atrasos após um problema na máquina que vedava os frascos.

 

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) concedeu, na última sexta-feira, registro definitivo para a vacina Oxford/AstraZeneca, o que permite o uso em massa, fora dos grupos prioritários.

Fonte: https://globalnoticias.online/

Relembrando.

 O número de internações e de atendimentos de pacientes com Covid-19 subiu entre outubro e novembro na rede privada de Saúde de São Paulo, apontam médicos de 15 hospitais privados ouvidos pelo Jornal Hoje.

A pandemia começou em março no Brasil, tendo a capital paulista e o estado de São Paulo como epicentro inicial. Com os indicadores de mortes e casos semanais diminuindo, porém, o estado foi flexibilizando as regras de distanciamento social impostas e autorizando a abertura do comércio e de parques. Médicos apontam agora, porém, que essa flexibilização está gerando uma nova incidência de casos em pessoas que até então estavam isoladas em suas casas.

Para eles, os principais motivos da alta é o relaxamento das medidas de prevenção contra o coronavírus. Segundo especialistas na doença que trabalham em grandes redes hospitalares privadas da capital paulista, nas últimas três semanas, voltou a aumentar o número de internações, além de atendimentos nos prontos-socorros por causa da doença.

O movimento já provoca reabertura de leitos exclusivos para Covid-19 nos hospitais privados, segundo as entidades.

O médico Marcio Sommer Bittencourt, mestre em saúde pública pela Universidade de Harvard, acompanha os dados dos hospitais privados na pandemia desde o início e confirma a tendência de subida da curva.

” Temos 3, 4 semanas comprovando que realmente é uma reversão de tendência, não é só um ruído no dado, o que indica que a doença está voltando a circular, porque internação é uma consequência da quantidade de casos que tem na comunidade”, disse Bittencourt.

 

O governo do estado de São Paulo, porém, nega o aumento.

“Todas as internações que acontecem no estado de São Paulo, seja no ambiente público, seja no ambiente privado, elas são notificadas para os nossos órgãos reguladores dentro da secretaria de estado da Saúde. Isso vai acontecer em todos os 645 municípios, nenhum município realiza de outra forma, seja internações que aconteçam nas enfermarias, sejam as internações que acontecem nas unidades de terapia intensiva. Então nós trabalhamos com números oficiais. Estes números oficiais não revelam o que foi exposto pela mídia”, disse Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do Estado de São Paulo.

“Nós não temos essas informações como tem sido atribuído por alguns órgãos de imprensa. Nós temos que considerar em outros aspectos: as pessoas devem se conscientizar que o cansaço não pode vencer o medo, as pessoas tem que ter medo, medo é respeito. Nós temos que ter o respeito das regras sanitárias”, acrescentou.

Classes A, B e C

 

Segundo os médicos, a maioria dos pacientes estão vindo com quadro mais leve. Agora, o perfil dos pacientes envolve pessoas de maior poder aquisitivo e classes A, B e C, que estavam mais confinadas e que não haviam sido expostas ao vírus.

“Em média, 8 a 10 pacientes têm me ligado falando que os exames estão positivos”, afirmou o médico Dante Senra, coordenador de UTIs e doutor pela USP

“Nós chegamos há um mês, um mês e meio, desativar uma [UTI] e ficar menos 50% da segunda UTI, em vias de fechar a segunda UTI. Hoje, possivelmente nós reabriremos a terceira UTI”, acrescentou Senra.

“Se você me perguntar: aumentou número de casos, os hospitais estão cheios ? É fato. Os hospitais estão cheios”, disse o doutor em imunologia Roberto Zeballos.

“E os números estavam caindo muito, os números de atendimento. E de 3 semanas pra cá, aumentou consideravelmente o volume de paciente”, acrescentou a médica infectologista Maisa Benette.

Vacina

Após uma suspensão temporária no processo, devido à morte decorrente de outro fator de um voluntário, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que os testes da CoronaVac, a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o estado de São Paulo, serão retomados.

O Instituto Butantan, responsável pela aplicação das doses no Brasil, disse que os estudos reiniciarão imediatamente.

“A ANVISA informa que acaba de autorizar a retomada do estudo clínico relacionado à vacina Coronavac, que tem como patrocinador o Instituto Butantan”, disse a agência, em nota.

Há dois dias, os testes haviam sido suspensos pela Anvisa por causa da morte de um dos voluntários. Segundo a nota divulgada pela agência nesta quarta, o “evento adverso grave” que levou à suspensão ainda está sendo investigado. A Anvisa informou que “não está divulgando a natureza” do ocorrido em respeito à privacidade e integridade dos voluntários de pesquisa”.

Brasil em negociações com os Estados Unidos para excesso de vacinas COVID-19, disse o Ministério das Relações Exteriores

 Fonte: https://www.reuters.com/ 22/03/2021 Pela equipe da Reuters BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro está em negociações desde 13 ...